sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ezra Pound


"Minhas intenções eram boas, mas enganei-me na maneira de alcançá-las. Fui um estúpido. O conhecimento me chegou
tarde demais...Muito tarde me
chegou a certeza de nada saber..."

Se alguém merece encarnar a figura do poeta seminal do nosso século, como Poe no século passado este é sem dúvida Ezra Pound, com sua obra de amplo espectro, sua permanente devoção à causa da poesia, sua generosa atividade em prol de tantos escritores e artistas modernos, como James Joyce, T.S.Eliot, Yeats, Hemingway, Antheil, Gaudier-Brzeska.

"Ele foi para a poesia deste século o que Einstein foi para a física", disse E.E.Cummings, corroborado por Hemingway: "Um poeta deste século que afirme não ter sido influenciado por Ezra Pound merece mais a nossa piedade que a nossa reprovação".

Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, Idaho, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico que, junto com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, notadamente do Imagismo e do Vorticismo.
Cresceu em Wyncote, perto de Filadélfia e formou-se na Universidade da Pensilvânia em 1906. Durante um breve período deu aulas em Crawfordsville, Indiana, e entre 1906-1907 viajou por Espanha, Itália e França. O seu primeiro livro de poemas, A Lume Spento, foi publicado em Veneza em 1908. Nesse ano fixou-se em Londres, onde viveu até 1920 e onde travou conhecimento com alguns dos mais importantes escritores da época: Ford Madox Ford, James Joyce, Wyndham Lewis, W. B. Yeats e T. S. Eliot, entre outros.
Em 1909 publicou Personae e Exultations, a que se seguiu um volume de ensaios críticos intitulado The Spirit of Romance de 1910. Entre 1914-1915 foi co-editor da revista do movimento Vorticista, Blast. Em Londres teve ainda a seu cargo a edição da revista de Chicago Little Review (1917-1919) e a partir de 1920 tornou-se correspondente da publicação The Dial na capital francesa, para onde se mudou em 1921.
Datam de 1920 as publicações de um segundo volume de textos críticos, Instigations, e de Hugh Selwyn Mauberley, uma das suas obras-primas. O poema Homage to Sextus Propertius foi publicado no ano anterior. Conhecedor das literaturas europeia e oriental, Pound associou-se desde muito cedo à escola dos imagistas, que liderou de forma particularmente enérgica. Os adeptos desta corrente poética, fundada em 1912 sob inspiração das ideias de T. E. Hulme, pretendiam explorar de forma disciplinada as potencialidades da imagem e da metáfora, consideradas a essência da poesia. O movimento, que Pound abandonou em 1914, teve a sua expressão na revista inglesa The Egoist (iniciada em 1912) e na revista americana Poetry (a partir de 1914). As raízes do movimento encontravam-se fundamentalmente na poesia chinesa e japonesa, mas os imagistas inspiraram-se também na poesia latina, em poemas da tradição medieval inglesa, nas composições poéticas dos trovadores provençais e em alguns poetas italianos. Nos seus Cantos, publicados numa longa série entre 1917-1949 e inacabados, Pound procurou elaborar uma versão moderna da Divina Comédia.
Henri Gaudier-Brzeska: Hieratic Head of Ezra Pound, mármore, 1914
A fase de maior proximidade do escritor em relação ao movimento imagista é ilustrada pelas obras Ripostes (1912) e Lustra (1916). Em 1924 Pound mudou-se para Itália, onde as teorias económicas que defendeu o associaram ao fascismo, tendo chegado a proferir comunicações antidemocráticas na rádio italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Nos seus tratados económicos e históricos, Jefferson and/or Mussolini de 1935 e Guide to Kulchur de 1938, Pound comprometeu-se definitivamente com o fascismo e foi preso em 1945, tendo sido posteriormente repatriado.
Considerado mentalmente incapaz, foi internado durante 13 anos num hospital psiquiátrico em Washington DC. A acusação de traição foi retirada em 1958 e Pound voltou a Itália depois da sua libertação. Trabalhou nos seus Cantos até 1972, ano da sua morte. A obra, carregada de citações e alusões históricas, permanece uma das mais controversas da poesia deste século. A influência de Ezra Pound e do seu projecto de renovação da linguagem poética fez-se sentir em Joyce, Yeats, William Carlos Williams e particularmente em T. S. Eliot, que submeteu o manuscrito da sua obra The Waste Land à apreciação de Pound antes de o publicar em 1922. As correcções feitas por Pound mereceram-lhe a dedicatória de Eliot: "For Ezra Pound, il miglior fabbro" (A Ezra Pound, o melhor artífice).



E ASSIM EM NÍNIVE
"Sim! Sou um poeta e sobre minha tumba
Donzelas hão de espalhar pétalas de rosas
E os homens, mirto, antes que a noite
Degole o dia com a espada escura.
"Veja! não cabe a mim
Nem a ti objetar,
Pois o costume é antigo
E aqui em Nínive já observei
Mais de um cantor passar e ir habitar
O horto sombrio onde ninguém perturba
Seu sono ou canto.
E mais de um cantou suas canções
Com mais arte e mais alma do que eu;
E mais de um agora sobrepassa
Com seu laurel de flores
Minha beleza combalida pelas ondas,
Mas eu sou poeta e sobre minha tumba
Todos os homens hão de espalhar pétalas de rosas
Antes que a noite mate a luz
Com sua espada azul.
"Não é, Ruaana, que eu soe mais alto
Ou mais doce que os outros. É que eu
Sou um Poeta, e bebo vida
Como os homens menores bebem vinho."
(tradução de Augusto de Campos)
...................................

SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.

(tradução de Mário Faustino)

..........................................

Com usura


Com usura homem algum terá
casa de boa pedra
cada bloco talhado em polidez
e bem ajustado
para que o esboço envolva suas faces,


Com Usura
homem algum terá paraíso
pintado na parede de sua igreja
harpes et luz
ou onde a virgem receba a mensagem
e um halo projeta-se do inciso,
com usura
homem algum vê Gonzaga
seus herdeiros e concubinas
pintura alguma é feita pra ficar
nem pra com ela conviver
só é feita a fim de vender
e vender depressa


Com Usura, pecado contra a natureza,
sempre teu pão será rançosas códeas
sempre teu pão será de papel seco
sem trigo da montanha,
sem farinha forte
com usura uma linha cresce turva
com usura não há clara demarcação
e homem algum encontra sua casa.
O talhador não talha sua pedra
o tecelão não vê o seu tear


Com Usura
não vai a lã até a feira
carneiro não dá ganho com usura
a usura é uma peste, usura
engrossa a agulha
lá nas mãos da moça
E só pára a perícia de quem fia.
Pietro Lombardo
não veio via usura
Duccio não veio via usura
Nem Pier della Francesca;
Zuan Bellini não pela usura
nem foi pintada
'La Calunnia' assim.
Angelico não veio via usura;
nem veio Ambrogio Praedis,
Não veio Igreja alguma
de pedra talhada
com a incisão: Adamo me fecit.
Nem via usura St. Trophime
Nem via usura Saint Hilaire.


Usura oxida o cinzel
Ela enferruja o ofício e o artesão
Ela corrói o fio no tear
Ninguém aprende a tecer
ouro em seu modelo;
o azul é necrosado pela usura;
não se borda o carmesim
A esmeralda não acha
o seu Memling


A Usura mata o filho nas entranhas
Impede o jovem de fazer a corte
Levou paralisia ao leito, deita-se
entre a jovem noiva e seu noivo
...................contra naturam
Trouxeram meretrizes para Elêusis
Cadáveres dispostos no banquete às ordens da usura


N.B. Usura: Gravame por uso de poder aquisitivo, taxado sem considerar as possibilidades de produção; freqüentemente sem relação com as
possibilidades da produção.
(Daí a quebra do banco dos Médicis.)

Tradução de José Lino Grunewald

Cannonball Adderley

Cannonball Adderley - Paris Jazz Concert 1969

Tracks:
01 Rufus Still Skinned (Rumpelstilskin) (J .Zawinul) 13'05
02 Black Orpheus: Manhã de Carnaval (Bonfa / Maria) 9'33
03 Work Song (N. Adderley) 9'12
04 Experience in E [The Allegro Movement] (W Fischer/J.Zawinul) 13'14
05 Walk Tall (J. Zawinul) 2'59
06 The Blooz (Oh! Babe) (N. Adderley/J.Zawinul) 6'15
07 Mercy, Mercy, Mercy (J.Zawinul) 4'29
08 End Title (Unit Seven) (C. Adderley) 1'58

Recorded Live at Salle Pleyel, Paris ,France, March 27, 1969

Cannonball Adderley (alto sax)
Nat Adderley (cornet)
Joe Zawinul (piano)
Victor Gaskin (bass)
Roy McCurdy (drums)

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Wayne Shorter

Wayne Shorter - Juju - 1964

Tracks:
01 "JuJu" –8:30
02 "Deluge" –6:49
03 "House of Jade" –6:49
04 "Mahjong" –7:39
05 "Yes or No" –6.34
06 "Twelve More Bars to Go" –5:26
07 "JuJu" –7:48
08 "House of Jade" –6:37

Personnel:

Wayne Shorter (tenor saxophone);
McCoy Tyner (piano);
Reggie Workman (bass);
Elvin Jones (drums).

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John Coltrane

John Coltrane - Stellar Regions - 1967


Tracks:
01 "Seraphic Light" –8:54
02 "Sun Star" –6:05
03 "Stellar Regions" –3:31
04 "Iris" –3:50
05 "Offering" –8:20
06 "Configuration" –4:01
07 "Jimmy's Mode" –5:58
08 "Tranesonic" –4:14
09 "Stellar Regions" [alternate take] –4:37
10 "Sun Star" [alternate take] –8:05
11 "Tranesonic" [alternate take] –2:4

Personnel:
John Coltrane — tenor saxophone
Alice Coltrane — piano
Jimmy Garrison — bass
Rashied Ali — drums

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sam Rivers

Sam Rivers - Fuchsia Swing Song - 1964

Tracks:
1.Fuschia Swing Song
2.Downstairs Blues Upstairs
3.Cyclic Episode
4.Luminous Monolith
5.Beatrice
6.Ellipsis
7.Luminous Monolith - (alternate take, bonus track)
8.Downstairs Blues Upstairs - (take 1, bonus track)
9.Downstairs Blues Upstairs - (take 2, bonus track)
10.Downstairs Blues Upstairs - (take 3, bonus track)

Personnel:
Sam Rivers (Tenor Saxophone)
Ron Carter (Double Bass)
Anthony Williams (Drums)
Jaki Byard (Piano)

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Wayne Shorter

Wayne Shorter - The All Seeing Eye - 1966


Tracks:
1. The All Seeing Eye (Wayne Shorter) 10:32
2. Genesis (Wayne Shorter) 11:44
3. Chaos (Wayne Shorter) 6:55
4. Face Of The Deep (Wayne Shorter) 5:29
5. Mephistopheles (Alan Shorter) 9:38

Personnel:
Wayne Shorter (Tenor Saxophone)
Freddie Hubbard (Trumpet and Flugelhorn)
Grachan Moncur III (Trombone)
James Spaulding (Alto Saxophone)
Herbie Hancock (Piano)
Ron Carter (Double Bass)
Joe Chambers (Drums)
Alan Shorter (Flugelhorn)

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Wayne Shorter

Wayne Shorter - Schizophrenia - 1967

Compositor e saxofonista, Wayne Shorter é considerado um dos mais influentes músicos do jazz moderno. Nascido no dia 25 de agosto de 1933 em New Jersey, frequentou a NYU, onde se graduou em artes. Por um curto período, antes de entrar para o exército em 1956, Shorter tocou na banda de Horace Silver e, ao sair de lá, excursionou com a Big Band de Maynard Ferguson. No mesmo ano entra para os Jazz Messengers de Art Blakey, onde permanece por cerca de quatro anos, ganhando maior notoriedade e recebendo o prêmio de Saxofonista Revelação da revista Down Beat.
O ano de 1964 foi especialmente prolífico para Shorter, que gravou três obras-primas do jazz - Night Dreamer, Ju Ju e Speak no Evil - antes de deixar os Jazz Messengers para juntar-se à segunda formação do quinteto de Miles Davis, que contava ainda com a participação de Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams.
Wayne Shorter é considerado por muitos a amálgama desta legendária formação, da qual faria parte até 1970. Improvisador de grandes recursos, passou a ser o saxofonista mais destacado dentro da cena jazzística depois da morte de John Coltrane. Em 1970, sai para formar a espinha dorsal do grupo Weather Report junto com o pianista e tecladista austríaco Joe Zawinul, com quem já havia tocado na orquestra de Maynard Ferguson. Shorter permanece no Weather Report até 1985, e nesta época sua fama já extrapolava os meios jazzísticos, o que o levou a participar de álbuns de músicos pop como Joni Mitchell e Steely Dan.
Seja em sua carreira solo ou junto ao Weather Report, Shorter ajudou a redefinir novas fronteiras musicais, adicionando ao jazz elementos da música clássica, do rock e sons eletrônicos. Exceto por alguns curtos períodos de descanso, Shorter tem excursionado com bastante freqüência mundo afora e como outros grandes do jazz tem revelado jovens talentos. Não se deve esquecer o fato de que Shorter é também um grande compositor de temas, que se tornaram verdadeiros standards do jazz moderno.

Tracks:
01 "Tom Thumb" (6:16)
02 "Go" (5:42)
03 "Schizophrenia" (6:50)
04 "Kryptonite" (Spaulding) (6:29)
05 "Miyako" (5:00)
06 "Playground" (6:20)


Wayne Shorter — tenor saxophone
Curtis Fuller — trombone
James Spaulding — flute, alto saxophone
Herbie Hancock — piano
Ron Carter — bass
Joe Chambers — drums

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Dexter Gordon

Dexter Gordon - COME RAIN OR COME SHINE - 1967

Tracks:
01 Doxy (Rollins) 7:12
02 Misty (Burke, Garner) 9:14
03 For All We Know (Coots, Lewis) 8:38
04 But Not for Me (Gershwin, Gershwin) 14:56
05 Come Rain or Come Shine (Arlen, Mercer) 11:00
06 There Will Never Be Another You (Gordon, Warren) 12:18

Gravado em Copenhagen (Dinamarca), em 20 de julio 20 de 1967


Dexter Gordon (Tenor Sax)
Kenny Drew (Piano)
Niels-Henning Ørsted Pedersen (Bass)
Albert "Tootie" Heath (Drums)

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Dexter Gordon

Dexter Gordon - Go - 1962

Dexter Gordon (1923 - 1990) é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Começou estudando clarinete, que depois trocou pelo sax tenor. Sua carreira começou em 1940 com Lionel Hampton, com quem ficou até 1943. Já em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um seus tenoristas favoritos. Dexter tocou em seguida com Nat King Cole, Lee Young, Fletcher Henderson e Louis Armstrong. Em dezembro de 1944 foi para Nova Iorque tocar na orquestra de Billy Eckstine, cheia de beboppers que o influenciaram bastante. Também tocou com Dizzy Gillespie antes de retornar para sua cidade natal, Los Angeles, em 1946. Nos anos seguintes transitou entre a costa oeste e a costa leste (ignorando a divisão artificial que se tentava estabelecer entre elas). Um de seus principais parceiros nessa época era Wardell Gray, com quem também travou “batalhas” de tenores que ficaram célebres.
Nos anos 50, problemas com drogas forçaram Dexter a períodos de inatividade e até mesmo levaram-no à prisão. Em 1960, recuperado e imbuído de novo ânimo, passou a gravar com a Blue Note. Foi para a Europa em 1962, onde ficaria por um longo período, até 1976, gravando para a Steeplechase. Durante esses anos, alcançou grande popularidade no continente, sendo no entanto praticamente esquecido nos EUA. De qualquer forma, porém sua volta em 1976 recebeu grande destaque. Problemas pessoais, como um segundo casamento desfeito e problemas com a bebida, fizeram com que sua música entrasse numa fase descendente. Em 1986 viveu seu terceiro comeback, atuando no filme Round Midnight de Bertrand Tavernier (que teve a trilha sonora composta por Herbie Hancock). A convincente e tocante interpretação de Dexter, no papel do veterano saxofonista alcoólatra Dale Turner, surpreendeu a todos e lhe valeu uma indicação para o Oscar.
Influenciado por Lester Young, o som de Dexter Gordon no sax tenor por vezes parecia o de um sax alto, por sua leveza, com um fraseado que usualmente era relaxado e lírico, embora fosse plenamente capaz de uma abordagem mais agressiva, dependendo da ocasião - afinal, ele era oriundo do bebop. Sua música influenciou muitos jazzistas, especialmente tenoristas, e sua figura se tornou cult entre o grande público

Tracks:
01 "Cheese Cake" (Dexter Gordon) – 6:33
02 "Guess I'll Hang My Tears Out to Dry" (Jule Styne, Sammy Cahn) – 5:23
03 "Second Balcony Jump" (Billy Eckstine, Gerald Valentine) – 7:05
04 "Love for Sale" (Cole Porter) – 7:40
05 "Where Are You" (Jimmy McHugh, Harold Adamson) – 5:21
06 "Three O'Clock in the Morning" (Dorothy Terris, Julian Robledo) – 5:40


Dexter Gordon — tenor saxophone
Sonny Clark — piano
Butch Warren — bass
Billy Higgins — drums

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vida Simples

FILOSOFIA PARA O DIA-A-DIA

DVD 1


Série inspirada no livro Consolações da Filosofia, de Alain de Botton, que em seus ensaios mistura idéias e experiências próprias a reflexões de pensadores, numa espécie de filosofia para o cotidiano. Neste 1º DVD, com áudio em inglês e legenda em português, saiba mais sobre:

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SÊNECA E A RAIVA

SCHOPENHAUER E O AMOR

MONTAIGNE E A AUTO-ESTIMA




DVD 2


Neste 2º DVD, com áudio em inglês e legenda em português, saiba mais sobre:

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Epícuro e a Felicidade

Nietzche e o Sofrimento

Sócrates e a Auto Confiança


terça-feira, 21 de setembro de 2010

William Ernest Henley


William Ernest Henley, nasceu em Gloucester, Inglaterra, em 23 de agosto de 1849, primogênito de seis irmãos, filho de um modesto vendedor de livros. Apesar da difícil condição financeira, seu pai conseguiu enviá-lo para uma escola secundária, Crypt Grammar School, que não pode concluir por motivos de saúde e financeiros. Tinha apenas doze anos de idade quando foi diagnosticada sua artrite decorrente do bacilo da tuberculose. Aos dezesseis teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho. Em 1867, perdeu seu pai, tornando-se arrimo de sua mãe viúva e de seus irmãos. Em 1869 mudou-se para Londres onde conseguiu emprego como jornalista autônomo. Em 1872 sua doença o compeliu a viajar em tratamento para Edimburgo, Escócia, onde escreveu a coleção de poemas In Hospital e se apaixonou por Anna Boyle, com quem viria a se casar. Em 1875 tornou-se amigo íntimo de Robert Louis Stevenson que fora levado ao hospital para lhe conhecer. Nesse mesmo ano teve alta e retornou a Londres, onde se tornou editor da revista London. Em 1878 casou-se com Anna Boyle com quem teve sua única filha, Margaret, em 1888, que faleceu de meningite apenas 5 anos depois. Em 1889, tornou-se editor da revista Scots Observer, onde, nesse mesmo ano, escreveu uma crítica desfavorável de O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde que desencadeou uma célebre controvérsia entre ambos. Henley era um homem entusiasmado e apaixonado, com opiniões veementes e emoções intensas, e teve discussões com muitos outros contemporâneos. Permaneceu como editor de Scots Observer (cujo nome havia mudado para “National Observer”) até 1894, após o que morou em várias cidades inglesas com sua esposa. Morreu em 1903 de tuberculose.


Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Nascidos em Bordéis - 2004

Este ganhador do Oscar mostra a vida das crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lado os menos favorecidos. Neste contexto, os menos privilegiados são as crianças filhas de prostitutas do bairro mais pobre da cidade. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e munidos de câmeras fotográficas pedem para eles fazerem retratos de tudo que lhes chama a atenção. Os resultados são emocionantes. E enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de se expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança e uma vida melhor a essas crianças, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.

Ficha Técnica:
Título no Brasil: Nascidos em Bordéis
Título Original: Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids
País de Origem: Índia / EUA
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Estúdio/Distrib.: Focus Filmes
Direção: Zana Briski / Ross Kauffman

Elenco:
Shanti Das
Avijit
Suchitra
Manik
Gour
Puja Mukerjee
Tapasi
Mamuni
Kochi

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sábado, 18 de setembro de 2010

Passagem para a Índia - 1984

No final dos anos 20, Adela Quested (Judy Davis), uma rica inglesa de idéias liberais, viaja para fora do país pela primeira vez, ao seguir para a Índia para encontrar seu noivo e tentar se adaptar ao país. Mas o choque cultural acontece e quando tudo parecia facilitar a integração ao conhecer Dr. Aziz (Victor Banerjee), um indiano que a leva para visitar as cavernas de Marabar, lá Adela alega que Aziz tentou violentá-la.

Ficha Técnica:
título original:A Passage to India
gênero:Drama
duração:02 hs 43 min
ano de lançamento:1984
estúdio:EMI Films Ltd. / HBO / Thorn EMI
distribuidora:Columbia Pictures
direção: David Lean
roteiro:David Lean, baseado em livro de E.M. Forster
produção:John Brabourne e Richard B. Goodwin
música:Maurice Jarre
fotografia:Ernest Day
direção de arte:Cliff Robinson, Leslie Tomkins, Herbert Westbrook e Ram Yedekar
figurino:Judy Moorcroft
edição:David Lean

Elenco:
Judy Davis (Adela Quested)
Victor Banerjee (Dr. Aziz)
Peggy Ashcroft (Sra. Moore)
James Fox (Richard Fielding)
Alec Guinness (Prof. Godbole)
Nigel Havers (Ronny Heaslop)
Richard Wilson (Turton)
Antonia Pemberton (Sra. Turton)
Michael Culver (McBryde)
Art Malik (Mahmoud Ali)
Saeed Jaffrey (Hamidullah)

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Paraíso Infernal - 1939


Bonnie Lee (Jean Arthur), uma pianista, apaixona-se pelo piloto Geoff Carter (Cary Grant) quando chega à Colômbia. Tudo começa a ficar complicado com a chegada de Bat Kilgallen (Richard Barthelmess), um piloto rejeitado, e sua esposa Judy (Rita Hayworth). Carter não quer contratar Bat, mas Judy, que já foi amante de Geoff em outros tempos, pede uma chance para o marido.

Ficha Técnica:
Título Original: Only Angels Have Wings
Ano: 1939
País: EUA
Gênero:Aventura, Drama, Romance
Duração: 121min
Direção: Howard Hawks
Produção: Howard Hawks
Roteiro: Jules Furthman
Fotografia: Joseph Walker
Música:Dimitri Tiomkin

Elenco:

Cary Grant .... Geoff Carter
Jean Arthur .... Bonnie Lee
Richard Barthelmess .... Bat Kilgallen
Rita Hayworth .... Judy Kilgallen
Thomas Mitchell .... 'Kid' Dabb
Allyn Joslyn .... Les Peters
Sig Ruman .... John "Dutchy" Van Reiter
Victor Kilian .... 'Sparks' Reynolds
John Carroll .... 'Gent' Shelton
Don Barry .... 'Tex' Gordon
Noah Beery, Jr. .... Joe Souther

Curiosidades:
- Richard Barthelmess tinha cicatrizes profundas decorrentes de uma infecção pós cirurgia plástica. Ele desejava usar uma maquiagem pesada, mas Hawks o convenceu a deixar da forma como estava, pois as cicatrizes seriam importantes para seu personagem.
- Foi originalmente intitulada como “Pilot Number 4”.
- Dorothy Comingore e Rochelle Hudson foram testadas para o papel de Judy.
- O filme foi inspirado em uma história real.
- Inspirou a série Tales of the Gold Monkey, de 1983.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lee Morgan

Lee Morgan - Indeed! - 1956

Tracks:
1. Roccus
2. Reggie of Chester
3. The Lady
4. Little T (aka The New Message)
5. Gaza Strip
6. Stand By
7. Little T (alternate take)

Personnel:
Lee Morgan (trumpet)
Clarence Sharpe (alto saxophone)
Horace Silver (piano)
Wilbur Ware (bass guitar)
"Philly" Joe Jones (drums)

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Stanley Kubrick - Imagens de Uma Vida - 2001


Este documentário é um tributo ao cineasta norte-americano Stanley Kubrick, dirigido por Jan Harlan, seu companheiro de trabalho em diversos filmes como O Iluminado, Barry Lyndon, De Olhos Bem Fechados e Nascido Para Matar.

Após sua morte em março de 1999, aos 70 anos, amigos e colegas de trabalho falam de seus relacionamentos com o diretor que, embora preferisse viver sozinho, foi presença marcante na vida de diversas pessoas.

Ao todo são cerca de 50 depoimentos de atores, roteiristas, diretores, produtores, equipe técnica em geral e familiares que falam sobre Kubrick. Depoimentos de grandes nomes como Steven Spilberg, Woody Allen e Sydney Pollock podem ser conferidos.

O filme começa com um panorama da infância do diretor e seu precoce interesse pela fotografia, que o levou ao cinema. Todos os 16 filmes de sua carreira são abordados desde Fear and Desire, o primeiro, até De Olhos Bem Fechados, concluído poucos dias antes de sua morte.

Diversas cenas inéditas de filmes caseiros e making offs de seus filmes podem ser vistos neste documentário, como por exemplo, Kubrick ainda criança tocando piano em sua casa.

Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida, fala também sobre os projetos idealizados pelo diretor mas que não foram concluídos, como Inteligência Artificial, que o próprio Kubrick pediu para Steven Spielberg dirigir.

Além das entrevistas, os amantes da obra de Kubrick podem acompanhar toda a evolução do processo criativo do diretor, bem como informações sobre sua vida pessoal e a influência de suas experiências em seus filmes.

Título Original: Satnley Kubrick: A Life in Pictures

Gênero: Documentário

Origem/Ano: EUA/2001

Duração: 142 min

Direção: Jan Harlan

Elenco:
Tom Cruise...Narrador
Ken Adam...
Margaret Adams...
Brian Aldiss...
Woody Allen...
Steven Berkoff...
Louis C. Blau...
John Calley...
Milena Canonero...
Wendy Carlos...
Arthur C. Clarke...
Alex Cox...
Allen Daviau...
Ed Di Giulio...
Keir Dullea...
Shelley Duvall...
Anthony Frewin...
Jan Harlan...
James B. Harris...
Michael Herr...
Philip Hobbs...
Irene Kane...
Nicole Kidman ....
Barbara Kroner...
Anya Kubrick...
Christiane Kubrick...
Katharina Kubrick...
Paul Lashmar...
György Ligeti...
Steven Marcus...
Paul Mazursky...
Malcolm McDowell...
Douglas Milsome...
Matthew Modine...
Jack Nicholson...
Tony Palmer...
Alan Parker...
Sydney Pollack...
Richard Schickel...
Martin Scorsese...
Terry Semel...
Alexander Singer...
Steven Spielberg...
Douglas Trumbull ...
Peter Ustinov ...
Leon Vitali ...
Marie Windsor...

Download Parte1 Parte2 Parte3

O Grande Golpe - 1956


Após cumprir uma pena de 5 anos, Johnny Clay (Sterling Hayden) está convencido de que se o ladrão não fizer um plano perfeito ele será preso, independente da quantia. Assim, decide apostar alto e elabora uma complexa trama para assaltar o hipódromo. Se der certo, ele e seus cúmplices ficarão ricos, pois calcula que obterá no assalto 2 milhões de dólares, mas tudo tem que funcionar como engrenagens de uma máquina e basta uma delas não se ajustar para tudo fracassar.

Ficha Técnica:
título original:The Killing
gênero:Policial
duração:01 hs 24 min
ano de lançamento:1956
estúdio:Harris-Kubrick Productions
distribuidora:United Artists
direção: Stanley Kubrick
roteiro:Stanley Kubrick e Jim Thompson, baseado em livro de Lionel White
produção:James B. Harris
música:Gerald Fried
fotografia:Lucien Ballard
direção de arte:Ruth Subotka
figurino:Beaumelle
edição:Betty Steinberg

Elenco:
Sterling Hayden (Johnny Clay)
Coleen Gray (Fay)
Vince Edwards (Val Cannon)
Jay F. Clippen (Marvin Unger)
Ted de Corsia (Randy Kennan)
Marie Windsor (Sherry Peatty)
Elisha Cook Jr. (George Peatty)
Joe Sawyer (Mike O'Reilly)
James Edwards (Atendente do estacionamento)
Timothy Carey (Nikki Arane)
Kola Kwarini (Maurice Oboukhoff)

Download Parte1 Parte2

Roger Waters

Roger Waters - Video Anthology


Tracks:
1. The Pros And Cons Of Hitch Hiking
2. Sexual Revolution
3. Every Stranger's Eyes
4. Radio Waves
5. Sunset Strip
6. The Fish Report With A Beat
7. Four Minutes
8. The Tide Is Turning
9. Another Brick In The Wall (Part II)
10. What God Wants (Part I)
11. Three Wishes
12. Lost Boys Calling
13. Brain Damage

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Estômago - 2008


Raimundo Nonato (João Miguel) foi para a cidade grande na esperança de ter uma vida melhor. Contratado como faxineiro em um bar, logo ele descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas Raimundo transforma o bar num sucesso. Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, o contrata como assistente de cozinheiro. A cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo, que passa também a ter uma casa, roupas melhores, relacionamentos sociais e um amor: a prostituta Iria (Fabiula Nascimento).


Ficha Técnica:
título original:Estômago
gênero:Drama
duração:01 hs 52 min
ano de lançamento:2008
estúdio:Zencrane Filmes / Indiana Filmes
distribuidora:Downtown Filmes
direção: Marcos Jorge
roteiro:Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Cláudia da Natividade e Fabrizio Donvito, baseado em argumento de Lusa Silvestre e Marcos Jorge
produção:Cláudia da Natividade, Fabrizio Donvito e Marcos Cohen
música:Giovanni Venosta
fotografia:Toca Seabra
direção de arte:Jussara Perussolo
figurino:Marisol Grossi
edição:Luca Alverdi

Elenco:
João Miguel (Raimundo Nonato)
Fabiula Nascimento (Iria)
Babu Santana (Bujiú)
Carlo Briani (Giovanni)
Zeca Cenovicz (Zulmiro)
Jean-Pierre Noher (Duque)
Marco Zenni (Vagnão)
Marcel Szymanski (Valtão)
Paulo Miklos (Etecetera)
Helder Clayton Silva (Seqüestro)
Alexander Sil
Tino Viana
Sidy Correa
Rodrigo Ferrarini
Marco Zenni
Andrea Fumagalli
Luiz Brambilla
Dieizol Mottalvan Tuir
Ed Canedo
Adriano Carvalhaes
Nawbert Cordeiro
Vantuir Jorge
Altamar Cezar
Lilian Marchiori
Alaor de Carvalho
Pedro Moreira
Junior Costa
Max Olsen

curiosidades:
- Estréia de Marcos Jorge como diretor de longa-metragens de ficção;

- O filme marca a utilização de um acordo de co-produção Brasil-Itália que existe desde 1974, mas que nunca havia sido utilizado. A produtora executiva Cláudia da Natividade levou um ano para elaborar e formalizar o contrato entre a brasileira Zencrane Filmes e a italiana Indiana Filmes;

- A história é inspirada no conto "Presos pelo Estômago", do livro "Pólvora, Gorgonzola e Alecrim", de Lusa Silvestre;

- As filmagens aconteceram durante 5 semanas, nas cidades de Curitiba e São Paulo. Toda a finalização do filme aconteceu na Itália, em Milão e Roma;

- Teve como locação o presídio do Ahú, em Curitiba;

- Como grande parte da história se passa dentro de uma prisão, Luís Mendes Jr. foi contratado como consultor de vida e comportamento no presídio. Ele entrou na prisão aos 19 anos, semi-analfabeto, e saiu 30 anos depois, como escritor e cronista afirmado;

- Exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2007.

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sábado, 4 de setembro de 2010

Diários de Motocicleta - 2004


Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

Ficha Técnica:
título original:The Motorcycle Diaries
gênero:Drama
duração:02 hs 08 min
ano de lançamento:2004
estúdio:Southfork Pictures / FilmFour / Tu Vais Voir Productions / Senator Film Produktion GmbH
distribuidora:Buena Vista International
direção: Walter Salles
roteiro:Jose Rivera, baseado nos livros de Che Guevara e Alberto Granado
produção:Michael Nozik, Edgard Tenenbaum e Karen Tenkhoff
fotografia:Eric Gautier
direção de arte:Laurent Ott
figurino:Beatriz de Benedetto e Marisa Urruti
edição:Daniel Rezende

Elenco:
Gael García Bernal (Che Guevara - jovem)
Susana Lanteri (Tia Rosana)
Mía Maestro (Chichina Ferreyra)
Mercedes Morán (Celia de la Serna)
Jean Pierre Nohen (Ernesto Guevara Lynch)
Rodrigo de la Serna (Alberto Granado)
Gustavo Pastorini (Passageiro)
Jaime Azócar
Ulises Dumont
Facundo Espinosa

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Kenny Dorham

Kenny Dorham - Una Mas - 1963

Tracks:
1 - Una Mas (One More Time)
2 - Straight Ahead
3 - Sao Paolo
4 - If Ever I Would Leave You (bonus track)

Credits:
Kenny Dorham (trumpet)
Joe Henderson (tenor saxophone)
Herbie Hancock (piano)
Butch Warren (bass)
Tony Williams (drums)

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Donald Byrd

Donald Byrd - A New Perspective - 1963
Tracks:
01. Elijah
02. Beast Of Burden
03. Cristo Redentor
04. The Black Disciple
05. Chant

Donald Best - Vocals (bckgr), Vibraphone
Bob Blumenthal - Liner Notes
Kenny Burrell - Guitar
Donald Byrd - Trumpet
Michael Cuscuna - Reissue Producer
Herbie Hancock - Piano
Nat Hentoff - Liner Notes
Lex Humphries - Synthesizer, Drums
Alfred Lion - Producer
Reid Miles - Design, Photography, Cover Photo
Hank Mobley - Sax (Tenor)
Duke Pearson - Piano, Arranger
Coleridge-Taylor Perkinson - Voices, Vocal Director
Rudy Van Gelder - Engineer, Remastering, Digital Remastering
Butch Warren - Bass
Francis Wolff - Liner Note Graphics

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Manuel Bandeira



Manuel Bandeira (Recife PE, 1884 - Rio de Janeiro RJ, 1968) teve publicado seu primeiro poema, um soneto em alexandrinos, na primeira página do Correio da Manhã, em 1902, no Rio de Janeiro. Cursou Arquitetura, na Escola Politécnica, e Desenho de Ornato, no Liceu de Artes e Ofícios, entre 1903 e 1904; precisou abandonar os cursos, no entanto, devido à tuberculose. Nos anos seguintes, passou longos períodos em estações climáticas, no Brasil e na Europa. No sanatório de Clavadel (Suíça), onde esteve entre 1913 e 1914, travou amizade com Paul Éluard e tomou contato com a literatura de vanguarda francesa. Voltando ao Brasil, passou a viver no Rio de Janeiro, onde publicou A Cinza das Horas, em 1917. No mesmo ano, teve publicada sua primeira crônica, no jornal carioca Rio Jornal. Apoiou a Semana de Arte Moderna, em 1922; seu poema Os Sapos foi lido por Ronald de Carvalho, em uma das sessões do Teatro Municipal de São Paulo. Nas décadas seguintes, aliou à produção poética a colaboração em jornais, como cronista e crítico literário, e a tradução de mais de 30 obras. Lecionou no Colégio Pedro II, entre 1938 e 1943, e na Faculdade Nacional de Filosofia, entre 1943 e 1956. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1940. Fazem parte de sua obra poética os livros Libertinagem (1930), Mafuá do Malungo (1948) e Estrela da Vida Inteira (1966), entre outros. Manuel Bandeira, cuja obra vincula-se à primeira geração do modernismo, é um dos maiores poetas brasileiros. Sua poesia, marcada pela experiência trágica da tuberculose, trata da morte, do amor e do cotidiano, em versos livres nos quais se destacam o humor, a melancolia, por vezes a amargura diante da vida. Como cronista, “foi um observador atento e lúcido dos fenômenos de uma época em que se desenvolveram tantos fatos notáveis para a história da Humanidade”, segundo o crítico Stephan Baciu.

A Morte Absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão – felizes! – num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
Sem deixar sequer esse nome.

.....................................................

Arte de Amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
.....................................................

Três Idades

A vez primeira que te vi,
Era eu menino e tu menina.
Sorrias tanto... Havia em ti
Graça de instinto, airosa e fina.
Eras pequena, eras franzina...

A ver-te, a rir numa gavota,
Meu coração entristeceu
Por quê? Relembro, nota a nota,
Essa ária como eterneceu
O meu olhar cheio do teu.

Quando te vi segunda vez,
Já eras moça, e com que encanto
A adolescência em ti se fez!
Flor e botão... Sorrias tanto...
E o teu sorriso foi meu pranto...

Já eras moça... Eu, um menino...
Como contar-te o que passei?
Seguiste alegre o teu destino...
Em pobres versos te chorei
Teu caro nome abençoei.

Vejo-te agora. Oito anos faz,
Oito anos faz que não te via...
Quanta mudança o tempo traz
Em sua atroz monotonia!
Que é do teu riso de alegria?

Foi bem cruel o teu desgosto.
Essa tristeza é que diz...
Ele marcou sobre o teu rosto
A imperecível cicatriz:
És triste até quando sorris...

Porém teu vulto conservou
A mesma graça ingênua e fina...
A desventura te afeiçoou
À tua imagem de menina.
E estás delgada, estás franzina...
......................................................

O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

.......................................................

Quando Estás Vestidas

Quando estás vestidas,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Morte Passou por Perto - 1955


Em Nova York um lutador de boxe conhece uma dançarina quando esta é atacada por seu patrão e amante. Este acontecimento acaba provocando o envolvimento dos dois, mas o amante preterido, dominado pelo ciúme e pelo ódio, manda matar seu rival. Entretanto, em virtude de um equívoco, os capangas matam o empresário do lutador. O casal, vendo que corre perigo, tenta deixar a cidade para sempre.

Ficha Técnica:
título original:Killer's Kiss
gênero:Drama
duração:01 hs 07 min
ano de lançamento:1955
estúdio:United Artists / Minotaur Productions
distribuidora:United Artists
direção: Stanley Kubrick
roteiro:Howard Sackler, baseado em estória de Stanley Kubrick
produção:Morris Bousel e Stanley Kubrick
música:Gerald Fried
fotografia:Stanley Kubrick
edição:Stanley Kubrick

Elenco:
Frank Silvera (Vincent Rapallo)
Jamie Smith (Davy Gordon)
Irene Kane (Gloria Price)
Jerry Jarret (Albert)
Felice Orlandi (Gângster)
Mike Dana (Gângster)

Curiosidades:
- Impossibilitado de gravar os diálogos do filme no próprio set de filmagens, devido a problemas técnicos, Kubrick foi forçado a gravar posteriormente todas as falas e efeitos sonoros, incluindo-os posteriormente no filme.

- A Morte Passou por Pertofoi o último filme dirigido por Stanley Kubrick cujo roteiro não fora baseado em algum livro ou conto já publicado

- O orçamento de A Morte Passou por Pertofoi de apenas US$ 75 mil.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

John Coltrane

John Coltrane - Coltrane Time - 1958

Tracks:
01 - Shifting Down
02 - Just Friends
03 - Like Someone In Love
04 - Double Clutching

John Coltrane - Sax. Tenor
Kenny Dorham - Trompete
Cecil Taylor - Piano
Chuck Israels - Baixo
Louis Hayes - Bateria

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sebastião Salgado


Fotógrafo mineiro (8/2/1944-). Um dos principais nomes da fotografia mundial na atualidade e o profissional brasileiro de maior projeção internacional, com uma obra caracterizada pela estética em branco e preto e pelo retrato do homem excluído. Sebastião Ribeiro Salgado nasce em Aimorés e, aos 16 anos, vai para Vitória, no Espírito Santo.
Forma-se em economia pela Universidade do Espírito Santo em 1967. Torna-se mestre na mesma área pela Universidade de São Paulo (USP), em 1968, e doutor pela Universidade de Paris, na França, em 1971. Muda-se então para Londres, Reino Unido, onde mora até 1973. Nesse período, viaja a serviço para a África diversas vezes, aproveitando para fotografar.
Volta a Paris e começa a atuar como repórter fotográfico free lance. Trabalha para a agência Gamma a partir de 1975 e, em 1979, ingressa na Magnum. Em 1981, durante uma reportagem para o jornal The New York Times, é o único profissional a registrar o atentado ao presidente norte-americano, Ronald Reagan, fato que lhe dá grande destaque internacional.
Seus principais livros são Other Americas (Outras Américas, 1986), que trata das condições de vida dos camponeses latino-americanos; Sahel: L''Homme en Detresse (Sahel: o Homem em Agonia, 1986) que aborda a seca na região africana do Sahel; Trabalhadores (1993), sobre a mudança nas relações de produção do trabalho manual; e Terra (1997), que mostra a pobreza e a questão agrária no Brasil.
Entre as dezenas de prêmios que recebeu, estão o Eugene Smith para Fotografia Humanitária (EUA, 1982), dois títulos de Fotógrafo do Ano do Centro Internacional de Fotografia (EUA, 1986 e 1988) e o Unesco para Iniciativas Bem-Sucedidas (1999).




















Nuno Júdice


Escritor, poeta e ensaísta português, natural de Mexilhoeira Grande, Portimão. Estudou Filologia Românica na Universidade de Lisboa, vindo depois a ser professor do ensino secundário. Atualmente, é professor da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre Literatura Medieval.
Colaborou ainda nas publicações O Tempo e o Modo e Jornal de Letras. A partir de 1997, passou a desempenhar, em Paris, os cargos de conselheiro cultural da embaixada portuguesa e delegado do Instituto Camões.
Publicou um livro de divulgação da literatura portuguesa do séc. XX em França: Voyage dans un siècle de littérature portugaise (1993) reeditado e revisto na edição portuguesa Viagem por um século de literatura (1997).
Tem livros traduzidos em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e em França, onde está publicado na coleção Poésie/Gallimard com Un chant dans l'epaisseur du temps.
Foi nomeado Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal e Director do Instituto Camões, em Paris
É o comissário para a área da Literatura de «Portugal como país-tema da 49.ª Feira do Livro de Frankfurt».
Tem escrito obras de ficção, como Plâncton (1981), A Manta Religiosa (1982), O Tesouro da Rainha de Sabá (1984), Vésperas de Sombras (1999) e Por Todos os Séculos (1999);
Publicou o primeiro livro de poesia em 1972: A Noção do Poema. Seguiram-se Crítica Doméstica dos Paralelipípedos (1973), O Mecanismo Romântico da Fragmentação (1975), O Voo de Igitur Num Copo de Dados (1981), A Partilha dos Mitos (1982), Lira de Líquen (1985, Prémio Pen Club Português), A Condescendência do Ser (1988), Enumeração de Sombras (1989), As Regras da Perspectiva (1990), Um Canto na Espessura do Tempo (1992), Meditação sobre Ruínas (1994, Grande Prêmio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, 1995), O Movimento do Mundo (1996), A Fonte da Vida (1997), Raptos/Enlévements/Kidnappings (1998, poemas escolhidos, com ilustrações de Jorge Martins), Teoria Geral do Sentimento (1999), Linhas de Água (2000) e A Árvore dos Milagres (2000).
De entre as suas obras de ensaio destacam-se A Era do «Orpheu» (1986), O Espaço do Conto no Texto Medieval (1991), O Processo Poético (1992) e As Máscaras do Poema (1998), sendo esta última obra uma recolha de muitos dos seus textos de ensaio e crítica.
Em 1996, foram lançadas as revistas Tabacarias dirigidas pelo escritor.
Recebeu os mais importantes prêmios de poesia portugueses: Pen Clube (em 1985), D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1990) e da Associação Portuguesa de Escritores (1994), este último com o livro Meditação sobre Ruínas que foi finalista do Prémio Europeu de Literatura, Aristeion. Nuno Júdice recebeu ainda o Prêmio de Poesia Pablo Neruda e o Prêmio da Fundação da Casa de Mateus.
Em 2001, publicou Pedro, Lembrando Inês e Cartografia de Emoções, um livro de poesia. No mesmo ano, Rimas e Contas, integrada na colectânea Poesia Reunida 1976/2000, foi reconhecida com o Prémio Crítica 2000, pelo Centro Português da Associação Internacional dos Críticos Literários (AICL)

A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, retângulos, nas linhas
retas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;

a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas úmidas
no gesso da memória;

a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.
.......................................................

Princípios
Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida.
Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais do amor.
Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exatamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
.....................................................
Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
...............................................
Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.

Les Paul

Les Paul- The Guitar Artistry Of Les Paul [1971]

Tracks:
1. Begin the Beguine - Les Paul, Porter, Cole
2. Sweet Leilani - Les Paul, Owens, Harry
3. Dark Eyes - Les Paul, Carthorn, J.
4. My Isle of Golden Dreams - Les Paul, Blaufuss, Walter
5. Guitar Boogie - Les Paul, Smith, Arthur [1] "
6. Blue Skies - Les Paul, Berlin, Irving
7. To You Sweetheart, Aloha - Les Paul, Owens, Harry
8. Dream Dust - Les Paul, Marcus, Sol
9. Hawaiian Paradise - Les Paul, Owens, Harry
10. Steel Guitar Rag - Les Paul, McAuliffe, Leon

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Scorpions

Scorpions - Acoustica - 2001

Acoustica é um DVD acústico da banda alemã de Rock Scorpions. Foi gravado em três apresentações no Convento Do Beato em Lisboa, Portugal em 2001. Klaus Meine comenta no DVD que foi o setlist mais incomum que eles poderiam fazer. A banda contou com Backing Vocals, um guitarrista extra, um tecladista e um maestro para conduzir os arranjos da orquestra nas músicas.
A banda apresentou quatro músicas novas no concerto: Life Is To Short, When Love Kills Love, I Wanted To Cry (But The Tears Wouldn´t Come) e Back To You. O DVD contém ainda grandes músicas como The Zoo, Holiday, You And I, Still Loving You e a clássica Hurricane 2001, que é como foi rebatizada Rock You Like A Hurricane. Além dessas músicas, eles fizeram três músicas covers: Drive do The Cars, Dust In The Wind do Kansas e Love Of My Life do Queen.
01. Loving You
02. Is There Anybody There
03. The Zoo
04. Always Somewhere
05. Life Is Too Short
06. Holidays
07. You & I
08. When Love Kills Love
09. Tease Me, Plesae Me
10. Dust In The Wind
11. Send Me An Angel
12. Under The Same Sun
13. Rhythm Of Love
14. Back To You
15. Cath Your Train
16. I Wanted To Cry
17. Hurricane 2001
18. Wind Of Change
19. Love Of My Life
20. Drive
21. Still Loving You

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David Gilmour

David Gilmour - Live In Gdansk Sep 23, 2008

DVD 1
01. Castellorizon
02. On An Island
03. Blue, The
04. Red Sky At Night
05. This Heaven
06. Then I Close My Eyes
07. Smile
08. Take A Breath
09. Pocketful of Stones
10. Where We Start
11. Astronomy Domine
12. High Hopes
13. Echoes
14. Great Day For Freedom
15. Comfortably Numb

DVD 2
01. Shine On You Crazy Diamond
02. Wearing The Inside Out
03. Comfortably Numb
04. On An Island
05. High Hopes
06. Blue, The
07. Take A Breath
08. Echoes
09. Barn Jam 166
10. Barn Jam 192
11. Barn Jam 121
12. Castellorizon
13. On An Island
14. Blue, The
15. Take A Breath
16. Red Sky At Night
17. This Heaven
18. Then I Close My Eyes
19. Smile
20. Pocketful Of Stones, A
21. Where We Start

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Parceiros da Noite - 1980


O policial Steve Burns (Al Pacino) foi destacado para investigar uma série de assassinatos de homossexuais em Nova York. Com a intenção de crescer dentro da corporação, aceita o desafio de se passar por gay, sabendo que terá que frequentar a comunidade e mergulhar nos clubes de sadomasoquismo. Só não sabia que a sua caçada ao maníaco poderia ser longa e que ninguém sai normal de uma experiência tão brutal como esta.

Ficha Técnica:
título original:Cruising
gênero:Suspense
duração:01 hs 42 min
ano de lançamento:1980
estúdio:CiP - Europaische Treuhand AG Lorimar Film Entertainment
distribuidora:United Artists (EUA) Warner Home Vídeo (Brasil)
direção: William Friedkin
roteiro:William Friedkin, baseado no livro de Gerald Walker
produção:Jerry Weintraub
música:Jack Nitzsche
fotografia:James Contner
direção de arte:Edward Pisoni
figurino:Robert De Mora
edição:Bud S. Smith e M. Scott Smith

Elenco:
Al Pacino (Steve Burns)
Paul Sorvino (Capitão Edelson)
Karen Allen (Nancy)
Richard Cox (Stuart Richards)
Don Scardino (Ted Bailey)
Jay Acovone (Skip Lee)
Joe Spinell (Patrulheiro DiSimone)
Randy Jurgensen (Detetive Lefransky)

Curiosidades:
O diretor Brian De Palma demonstrou interesse em dirigir Parceiros da Noite, mas seus produtores não conseguiram os direitos na época e ele acabou filmando Vestida para Matar;

- O filme foi baseado numa série de crimes contra homossexuais que aconteceram em Nova York entre os anos de 1962 e 1979;

- O argumento sobre assassinatos em boates gays provocou uma protestos contra o lançamento. Grupos gays se programaram para realizar na época da estreia, mas o público ignorou a manifestação;

- Parceiros da Noite sofreu com os protestos, principalmente, nas cenas rodadas ao ar livre porque os manifestantes faziam barulho, mexiam nos refletores, subiam nos telhados e faziam de tudo para atrapalhar a equipe;

- A atriz Karen Allen não tinha conhecimento do roteiro antes de trabalhar no filme por opção do diretor que preferiu que ela ficasse "no escuro" sobre o que estaria acontecendo com o personagem policial de Al Pacino envolvido no mundo gay;

- Durante a sequência de um assassinato a facadas na cama de um quarto do hotel, o diretor inseriu várias cenas de um filme gay barra pesada que podem ser vistas apenas em câmera lenta;

- Foi a estreia de James A. Contner como diretor de fotografia. Friedkin deu a chance por admirar seu trabalho como operador de câmera;

- Contner pensou em rodar o filme em preto e branco, mas a ideia não foi adiante;

- A banda punk californiana The Germs gravou cinco músicas para o filme, mas somente "Lion's Share" foi utilizada. Durante a gravação, o diretor William Friedkin ficou tão empolgado com o ritmo frenético que ensaiou um "pogo" (se jogou) sobre a equipe;

- Existem rumores de que Friedkin fez uma versão de 140 minutos de Parceiros da Noite, ainda não lançada em versões DVD e Blu-ray. Este corte foi entregue ao estúdio e condenado pela MPAA pelo conteudo altamente provocativo;

- Com o intuito de manter as cenas o mais próximo do real, frequentadores reais dos bares de Nova York foram usados e muitos dos locais existem até hoje. A maioria dos figurantes foi contratada dias antes das filmagens e instruídos para agir normalmente, maneirando apenas nas cenas sexuais para que o filme não levasse a censura X (pornô);

- Em 1972, quando filmava O Exorcista, Friedkin usou um radiologista de verdade e seu assistente Paul Bateson para avaliar a menina possuída (Linda Blair). Sete anos mais tarde, ao começar o planejamento de levar para o cinema a adaptação do livro sobre um assassino que matava gays e jogava partes de seus corpos ensacados no Rio Hudson, descobriu que Bateson estava sendo julgado por assassinato do crítico de cinema Addison Verrill. Friedkin decidiu visitá-lo para conhecer um pouco mais da cabeça de um assassino, até porque ele também era suspeito de ser o assassino dos sacos plásticos. O caso nunca foi resolvido e Friedkin acabou usando o conhecimento de um assassino real e está registrado em Parceiros da Noite;
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